quinta-feira, 15 de setembro de 2011

é vã



essa complacência vã. nada é certo para se deixar ao acaso.
Se crês em destino ou na boa oferta do paraíso, só lamento por ti e teus filhos. Bastardos de um mundo ferido, pilulas abortivas de uma sociedade cínica.

Sou o mais novo senil do meu bairro. sou o mais novo rabugento do bar.
Me deixa, não me assista, tenha distancia. Meu sexo é tóxico, minha tarja é preta!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Borboleta Carnívora: Incompreendido Bill

Borboleta Carnívora: Incompreendido Bill: Começa com desabafo, depois arrisca umas mãos na crônica, conto, soneto. Enfim, julga possuir o brilhantismo suficiente para a poesia. M...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Virado



Me emaranhei nas preguiças frias cobertas sob seu corpo. A moleza tímida da manhã trazia consigo o cheiro seco de cinzas no moletom.
No sonho em que estava, ainda não acabou; To voltando pra Terra tonto, sóbrio.
Que bom que era sonho, estou seguro novamente no conforto de minha ocupação vazia.

Os dias geralmente se arrastam com correntes largas, se envergonhando diariamente da sua lentidão infame que revela as maiores feridas da avareza dos dias.
A rotina é cruel, nos força a vista e encurrala a percepção.

As Pessoas são más, disso já sei. Somos vacilantes, sujos!
Esfregamos nossa miséria no chão esperando colher certa moral. é tudo em vão; Todos somos.

Kant já dizia:''Todos nossos atos são insignificantes, mas devem ser feitos''.
Contrariando nossa própria insignificância, aponto o dedo pra frente e o pau pra cima, acredito na força da opinião e me entrego a alguma razão. Meu conforto é a moral limitada.

Me movo rouco, tusso a todo instante e olho menos aos olhos alheios, não sei dizer se abaixei a guarda ou me rendi por completo, sucumbo tanto que parei de perceber...
minha condição exposta, me poe de cobaia de minhas próprias desaventuras, meus próprios devaneios.
Talvez eu encontre minha própria catarse, me vire do avesso e case comigo mesmo.
Deste jogo sem louros, quebro minhas regras.