sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Irocômico


Nas ultimas horas do dia, recolhemos nossas sobras e repousamos nossas fraquezas; me deito um pouco embriagado e olho pro teto esperando o céu descer dele.
A trilha sonora dos dias só toca melodrama, minha vitrola não se esforça nem arranha. Se senti ultrapassada.. compreendo.
To largado! rasguei tudo, descolori tudo pela frente, arrumei tudo por ordem de apatia enfileirando meus sonos perdidos de sonhos frustrados.
Sou soldado de uma causa vã.

Afrouxei a corda.. me desapeguei das ações pra me desprender das reações. Enfiei o dedo no cu da catarse pra sentir se tinha alma.... achei.
Corro lacônico com as calças arriadas, sorrindo frouxo para os moços da praça. Se alguém me gritar eu paro. Se alguém me atirar eu sangro. Se alguém me foder eu gozo.... Pode não ser pra sempre, pode ser que o pra sempre e toda a ideia de sempre e nunca nem existam e toda minha existência seja pura prova e expiação de uma criação espontânea da natureza.
Soberba minha achar que minha canalhice superaria a ironia divina.

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