domingo, 3 de fevereiro de 2013
Existindo - guindo.
Agora pense como seria se não existisse Deus, nem o Diabo, nem o Universo, nem planetas, nem seres humanos, etc. O porquê de tudo e de tanta contradição e confusão? Difícil conceber tal coisa?
Pense que poderia simplesmente não existir absolutamente nada. Assim ninguém saberia que não há existência, porque ninguém existiria nem em pensamento, pois nada poderia pensar. E não existindo algo para pensar, nada pensaria em existir. Ninguém poderá dizer que entende o fato de existir alguma coisa, porque a existência em si pode não fazer sentido.
Mas a partir do momento em que algo existe,passa a existir um sentido para esse algo inexistente, existindo assim um sentido de existir algum sentido para uma existência inexistente! Mas o fato é que a existência existe e se manifesta existindo! Logo, existe um sentido para existir. Será que realmente é bom existir tudo o que existe? Será que fomos obrigados a existir junto com tudo mais, talvez contra nossa vontade ou uma ordem de eventos naturais de inteligencia superior?Mas que vontade, se não existíamos antes de existirmos para ter alguma vontade ou não? Labiríntico? Complicado?
será que após pensar isto, é aparente tal absurdo? O certo é que a confusão, intencional ou não, existe porque existe tudo isso, e devemos aprender a viver o melhor possível já que vemos fisicamente. Há muitos mistérios que a ciência e a religião ainda não podem resolver e nos revelar.
Porem o homem inteligente, poderá refletir, questionar e buscar a verdade por si mesmo, se existir alguma vontade.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Vontadiando
A vontade de mudar veio me trazendo mudanças de olhos mais abertos que os meus. As mudanças reais só vem seguindo um consenso da vida em liberar um espaço que antes não acomodava meus pés, e agora, por sobras de filosofias ou vontade própria que me permite, me faz querer, ou desejar, ou clamar por mais dessa liberdade de ter os passos bem quistos por onde quer que pisem.
Os conceitos mudam e a felicidade pode ser maior, ainda que não mais fácil de atingir. A essência salta procurando se juntar aos sorrisos que eu guardo fora do corpo, e se diverte com eles enquanto contam as gargalhas do mundo exterior. As cores voltam pro lugar e a saudade, que nunca se manisfestou por pura falta de existência, abraça as descobertas com a curiosidade das novas percepções.
O avesso não é estranho e a falta nem sempre faz mal. Eu só tenho o que sei, e aprender é o que vale mais.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Refracão
E no fim das contas
Todo aquele sentimento que existia
Continuou existindo e se tornou
Parte necessária de ambos.
E agora num algum
vejo cruzar o restaurante
Seus olhos engraçados
Na fila do teatro, um outro
com seu jeito de andar
No braço de qualquer violão
Seu sorriso.
De tantas frações de você
Eu que se quer te conheço por inteiro
Tenho no fim da equação
Aquilo que me é verdadeiro.
Quando todas as palavras foram ditas
E quase todos os sentimentos
Aqueles que por agora nos são possíveis
Foram sentidos
Não há hora perdida que não valha sentir.
E na dúvida do certo e errado
quero mesmo é me deitar
nesse resultado
e saber que nossa luz é refração
de mil histórias pra se contar.
terça-feira, 22 de maio de 2012
desaponteiro
Minha insanidade e meus atos de loucuras, são meios sociais, foi como aprendi me fazer amar.
Trajei roupas suadas de corpos sem nome, injuriei teu nome em blasfêmias repetidas. Se juntar os cacos de mim e os farelos de nós, monta-se um apoeirado de chances e percas.
Já cansei de me trair, suprir com carne um espaço de alma e ceder ao tempo a função da promessa. Hoje me recupero, me ergo e sigo em frente de olhos abertos e pau amarrado. Meu amor pra ti desposo de toda alma, e meu corpo só a ti desnudo com toda minha entrega.
O que me resta a perde é ti e é tudo que tenho, meu tesouro sagrado. Guarde-me seguro e ama-me como único; sou teu por tempo sem ponteiro, mas vivo por vontade e reconhecimento do que tem em mãos.
O amor é um tijolo pesado , que acimenta a dor deixando passar meus medos. Construção frágil e sem reboque, eu quebro essa obra ou enfeito de luz?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
galactose
Prostrado em mim. Me esforço impiedoso a ignorar cada ato medíocre teu.
É cruel ver um humano odioso e tão ignorante, empurrar com a testa a realidade e o respeito, passar os dias dando ódio de colher na boca do demônio. Escorre ferida.
Atualmente ando bem, endireitando meus meados e recolhendo meus sonhos. Sou minha própria distração em você, sou o centro da sua desatenção. Meu erro é teu prêmio e meu pau é teu apego, meu teu é tão seu que a mim só resta ter há você... Será?
Por de trás do véu, ascendi uma vela por ti. Rezei uma pedido de ida, um bom presságio pra partida, e um adeus. Achei mais justo manda-lo além, do ficar no mesmo amor eterno de nós dois. Nos encruzilhamos; o que o universo traça, só o homem desgraça!
Me rendo, a nós só lamento. Trago de nós uma fumaça pro peito, que traz cheiro,fedor do nosso corpo com teu perfume escroto e meu cigarro branco. Odor é foda, gruda na parede de dentro do corpo, recheia todas as lembranças com aroma e transpõe tudo que é cheiro bonito com tua cara estampada em cima. To fadado e fodido. Céus!
terça-feira, 17 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Elegia

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Carlos Drummond de Andrade
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