sexta-feira, 24 de dezembro de 2010




Dias em Curitiba estao me fasendo melhor do que esperava.
Cidade esplendida como sempre e a cada fase de mim que visita esse lugar, aprecia fatos de formas diferentes. Muito bom estar aqui,estou amando minha familia a cada dia mais.
Ao aprender a apreciar minha propria companhia e idependencia a cada dia, neste novo plano nao foi diferente, e em meus programas diarios e noturnos completamente espontaneos e disapostos,é que canto essa musiquinha tão mimosa que ouco nessa madrugada de quinta/.. Digamos assim uma homenagem, a um Natal simplesmente BOM.


``Eu to assim sem fogo
não quero jogo
nem competicão
Que o tempo aqui é cego
Nào vou ser prego
Da televisào
Eu to sem fé nem santo
Eu peco tanto que me deixem em paz
Que hoje m dia é quieto
Ja quis ser reto
Eu não quero mais
Vou caminhando
Vou ver o sol se por
Eu vou na calmaroia
Até onde eu não queria
Eu vou andando
Vou vendo o sol e a cor
Ja canso de apagar
Imploro pra poder voar
Cai assim sem vontade
Pela metade
E vivo a esperar
Meu coracão ta manso
Eu só descanso
E espero passar.



MAllu magalhaes - Sem fe nem Santo.
(e so pra voce saber, eu ainda so penso em voce...)
coracao aflito e manso meus caros... aflito!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Benedito







``Lembro sempre da queda das montanhas
Sobre a face da terra

Extremamente assustada com tamanha aproximação

Onde estao as divisoes corretas?

onde estáo as sustentações da carga toda?

Atras dos muros que se levantaram na imagem do infinito?

Nos que entenderam tudo com o trágico

na encenação do fim,

no fim por ser nada,

E o nada é o que se acaba sempre.

Sendo questoes de compromisso etério

nas frases que se despregam

Sei que ja fui um profeta de guerra

E o profeta de guerra hoje cuida do futuro

No jarro do quintal

E o recurso dos impacientes, vencedor do acaso

Beberei a água do esquecimento um dia.

Toda paisagem é muda, e muda

o moinho girando a seu tormento

O homem que nasce, que cresce, que sobe, que cai

A morte é incerta mas a hora é certa

Um é o todo,e por ele o todo e nele o todo

E se não contem tudo é nada.``



Mercadorias e futuro.

sábado, 18 de dezembro de 2010

velhacaria









Uma das condições mais necessarias para fazer coisas dignas de louvor,consiste em não ter medo das censuras; Pois assim verás quanta tolice,quanta velhacaria, quanta baixeza se oculta pela mascara do bom senso.




To me sentindo abrindo, esperando, prontinho só pra ver o instante aburletar.


Vou abrir o livro e sentar no piso, tenho certeza de que vejo alem de tudo aquilo que convêm.


Pra acordar ascendo um motivo, que de montes de razões acabei dormindo de fininho. um jeito sem jeito de esperar os fins,estico os braços e ascendo um cigarro.. vejo teu traços na danca das fumacas e acho normal ver teu rosto nas ondas das aguas, se isso não for carma ou luxúria, então é felicidade em pilula única, tenho dose lenta de amor lacivo para espiritos de principio. To bem assim, gosto de tudo desse jeito assim.. meio nossa cara.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Deleite



Antes quando os fracos não tinham vez, somente os fortes imperavam no comando das decisões.Hoje fraqueza é artefato priorizado, indecisões e incapacidades foram promovidas, e agora são mais relevantes que alguns atos de efeito. Tudo bem não saber lidar com as incertezas, mas lidar com as certezas é um feito digno a ser considerado; e por estas e outras máximas que a libertação dos franzinos emocionalmente é algo tão apreciado, assisto ao monopólio de tudo, almejados os bem nascidos que se adéquão as necessidades de manipulação. Não quero ser desbravador de lutas nem carregar bandeiras de qualquer que seja a maneira, de mim só faço o impróprio e o inadequado, e pela falta de controle, emito tudo o que absorvo; ser mártir de si próprio da mais trabalho do que ser heróico para poucos.

Entendida a mensagem e traçado um caminho em curto prazo, já me satisfaço em ter um, nunca antes me incomodei e não ter grandes motivos para me levar a fazer as coisas, mas é sempre bom saber que tenho algum. A alegria efêmera de cada dia estreita a visão de que tudo é efemero na rotina, e como tudo é feito de dias, e as competências são contabilizadas por horas do relógio, a sensação de perca de tempo se instala e cria moradia, e assim brota a risada babada da mentira, e o sorriso torto do beiço sem jeito dizendo bobagens, eu entendo que já faço parte do meio.

Vou montar uma bicicleta, vou rodar um filme na Croácia, vou plantar feijão em algodão na índia e no Paquistão. E nada disso é viável para os que pensam ou ponderam, pois quando o fantasma da balança da coisas aparece toda vez que começo a me sentir humano dentro dos instintos, reluto em abraçar o medo ou incentivar meus desejos; é cruel e doente essa insegurança passional. Ao invés de bicicleta vou comprar uma licença de arma, comprar uma granada, e brincar de forças armadas. Espero que entre os sangues derramados nunca reclamados, sejam lembrados em pratos feitos e fartos nas mesas dos intocados.Peço um prato fundo, porque hoje a refeição é dos justos, vou me deleitar nas custas do mundo num festival de moralidades no escuro. Agora decidi que só enxergo aquilo que quero e daqui pra frente o que me resta no futuro é ficar cego; então que seja assim o desejo do tempo, que reserva a distração para todos os dispostos a uma vida em vão. Façamos as malas e vamos a Cuba, beber num gole toda a doce sensação das belezas ocultas.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

instantes




O tempo é aureo e particular, sua forma é sinuósa e não respeita espaço nem condição.
O tempo é cruel, explora a rotina como tortura, espanta a alegria com injurias e descarta o homem do controle de seus dias.
Mas perto de voce o tempo se abre e se conjura;não há mais minutos que contêm direito ou horas que se completem de maneira ordenada, tudo é expandido. Acontece que ao seu lado fico paralisado no tempo, eternizando o cheiro dos lencóis com as brasas apagadas de cigarros,o jeito de tocar na sua pele e sentir teu peito forte fazendo calor na minha alma,o palido gosto seco do vinho na boca macia em sua lingua quente.. me rendo.
Imaginando a hora que te terei de novo,ascende em mim um desejo de ser dono do tempo, ser senhor de algo grandioso ou criador de algum fenomeno,fico valente!
Em desaventuras e rascunhos, nos perdemos em nossas proprias incompreenssões ja tão aceitas por falta de atenção; medimos os atos em atalhos e não remediamos falhas, tudo fica escrito com suór e sal do lado de fóra de uma vida espiritual.
Nada nos basta ou satisfaz, temos sede do outro e a vontade do mundo no punho, somos seres malogrados com uma fé diagonal que respeita os condenados e abriga exilados; queremos a força do mundo sem ter que pular o muro, acho que estou farto de escolher lados.. quero só sua companhia.
De mal a pior foi como tudo caminhou,e em propostas humanas de comercio cambial da moral decidi abortar o vulgar facil que me envolvia,o apreço pelo desejo é algo inevitavel. Sentado na beirada da janela do mundo vejo as pontas da barba de um Desu sultão, infantilizado com o tempo vencido de senhor dos dias,assistindo com o peso e a indiferença de sempre ter sido Deus os pesares e encantos do que nunca será salvo.
Para voce são meus dias, meus livros e meu instante; que diaxo é essa da vida de dificultar os passos dos amantes...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

....é quando agente sente se abuletar na gente



dos tres mau amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte

Cordel do fogo Encantado.