
meus planos andam plenos, e em rascunho. Resumo os dias pela cara dos minutos e tenho o senso dos sentidos confusos por não saber pra onde olhar, e o que retirar de tudo.
No meio da multidão sua boca vermelha me faz sentir ser o único. no meio do mapa sua indiferença me faz ser um nada.
Cansado de tanto falatório, constipado da fumaça dos seus cigarros, decidi me impedir. Vou deixar os sujos com as sujeiras e os limpos para o limbo. To urrando de vontade de tudo, e o pouco que me trazem eu enrolo nos dedos e enfio no rabo!
Utopia era quando te ter era a certeza. Nunca quis te roubar do mundo nem ser teu como um conjunto, ser dono de teus lábios e de teu tato sempre foi meu bálsamo, meu alamo.
Prego nas paredes do quarto, as cenas que la tive conspirando formas e jeitos de como ter você, foi em prantos.
Pendurei um quadro com minha cara estampada nele, la eu urro cuspindo, de fora me vejo, contemplo.
Cansei de ser espectador do mundo, ficar a beira do sucumbo e respirar o hálito do diabo. Quero meus dias salutares sem imagens, quero só suor e carne. Só o cheiro do meu tabaco fará parte, só minhas roupas estarão jogadas no chão, e como mantenho dito e feito... dos meus planos eu ando pleno, e nesse mapa, você não está no meio.
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